terça-feira, 3 de março de 2015

Baghavat Gita


Questões de fé

Participante: estou em choque, pois creio que não esperar nada nesta vida é exercer a fé. No entanto, ainda me pego esperando, mas penso ter fé...

O problema não é ter fé ou não, esperar ou não, pois na verdade quem espera não é você. Quem espera é a mente. O problema é esperar o que é esperado por ela, ou seja, viver toda a agonia de ainda não ter recebido. Esta forma de proceder pode ser definida numa palavra que vocês usam: ter esperança. 

Quantos já morreram cheios de esperança que iam se salvar? Quantos já morreram cheios de esperança de alcançar o que queriam? Será que algum dia a esperança por si só foi instrumento para você conseguir o que quer? Eu acho que não...

Acho que o responsável por ter conseguido alguma coisa, dentro da visão humana de agir, foi um conjunto de outros fatores. A esperança em si só apenas lhe manteve iludido. Sim, iludido, porque quando se está apegado à esperança, ou seja, espera o que é esperado, espera que o problema seja solucionado, que o que é esperado se concretize, se vive a agonia de ainda não ter. Krishna chama esta forma de viver de perturbação mental....

Esperança: este é outro elemento que está na humanidade. Deixe-me dizer algo mais a respeito de ter esperança...

Espírito não tem esperança de nada. Ele vive o que vai aparecendo à sua frente a cada momento. Por isso posso dizer que ter esperança é um processo mental, é algo que a mente cria. Por isso, você, no seu trabalho de reforma íntima, tem que dizer que a mente está lhe dizendo que tem esperança que o que quer acontecerá, mas que isso não há garantia se realmente ocorrerá. Precisa dizer: ‘não sei. Continuarei tocando meu barco. Se lá na frente se resolver, ótimo, mas se não resolver, ótimo também’. 

Aí está a questão da esperança que você falou. Mas, na sua pergunta tocou em outro aspecto humano: fé. 

Já repararam que a fé de vocês está contaminada pelo saber religioso? Ou seja, que a fé de vocês é totalmente fundada na esperança de conseguir de Deus o quer? A fé que a mente cria, a ideia de fé que a mente tem, é submetida, usada, pelo assassino saber, o saber religioso. 

Essa é outra questão que você precisa estar atento. Quando falei que deve estar atento a tudo que se refere ao mundo humano, falei em tudo, inclusive o saber religioso.

O saber religioso usa a arma da fé, ou seja, toda fé que vocês vivem racionalmente está aprisionado aos valores humanos. Portanto, deixe todo esse processo mental funcionar e não se apegue a nada dele. Isso porque se apegando, você morre, como aliás, já morreu algumas vezes e por muito tempo...

Joaquim de Aruanda

Porque não me libertei de determinados pensamentos?

Participante: se ainda não me libertei de determinados pensamentos é porque ainda não os venci realmente?

É porque estes pensamentos estão ligados a um gênero de provas que você ainda não venceu. 

Quanto ao gênero de provas que você venceu, os pensamentos continuarão vindo. Não existe isso de deixar de viver alguma coisa pré-determinada, pois só se vê o resultado de uma encarnação depois dela. 


Durante a vida é trabalho vinte e quatro horas por dia. 


Participante: quanto mais ouvimos, mesmo sem entender, conseguimos algumas vitórias. Tentar sempre: seria este o nosso trabalho?

Quanto mais ouvimos conseguimos algumas vitórias, e algumas derrotas. Foi isso que disse? Olha você preso ao mundo, preso ao dualismo: vitória ou derrota. Diga que não sabe se ganhou ou perdeu. 

Aquele que realmente se afasta da humanidade não contabiliza vitórias ou derrotas. Vive cada momento isolado do outro sem se preocupar em ganhar ou perder, sem se preocupar em vencer, em realizar. 


Tem uma coisa que vocês não compreendem. Viver é apenas viver e não fazer qualquer coisa durante a vida, nem que seja a vitória sobre a prova do espírito. 


Estou querendo falar disso, mas é muito complicado, porque vocês só acreditam em ação: eu tenho que realizar. A realização acontece: esta é a grande realidade. Você tem que visualizar quando a realização chegar. Como é meio complicado falar disso, vamos ficar onde estávamos que fica mais fácil.


Viva cada momento isolado um do outro sem querer saber se venceu ou não. Tente vivenciar apenas a movimentação que acontece e mais nada que a mente fale sobre o que está acontecendo.


Pai Joaquim

Mudanças planetárias

Participante: dentro do tema que estamos conversando hoje, podemos dizer que o planeta terra está evoluindo?

Sim, o planeta Terra está evoluindo e irá evoluir mais. O novo mundo irá surgir e com ele muitas das formas planetárias e individuais serão alteradas. Só não posso dizer que a evolução seja o que você espera.

Por exemplo, você espera que a evolução traga rios mais limpos, menos emissões de gases que causam alteração no tempo. Isso não é real. A evolução, se este for o desígnio de Deus para as provações dos espíritos, pode ser marcada pela poluição de mais rios ou pelo aumento da emissão de gases.

Eu trato a questão de evolução como mudanças que levem às provações necessárias para os espíritos; você trata a mesma questão como algo bom para a os anseios humanos. Por isso lhe digo que o planeta está evoluindo, mas pode ser que você não veja do mesmo jeito. 

Participante: dentro das programações que o senhor citou, podemos dizer que a segunda guerra mundial estava programada e ela aconteceu para a evolução do planeta?

A segunda, primeira e todas as sem números também. Não só a guerra de exércitos, mas a guerra urbana (os assaltos, os sequestros). Tudo é programado para a evolução do planeta. 

Pai Joaquim

Percepção da ação





Vamos falar de ação, que é o terceiro elemento gerado pela parte técnica do ego: as percepções de ações. 

No exemplo que dei anteriormente (uma pessoa andando de carro) existiam três etapas de criação do ego. Existia o desenho de um carro, que é uma forma planetária, o desenho do corpo humano, que é a forma planetária individualizada e a parte da ação: o movimento, a percepção de andar. Esta percepção é outra ilusão que o ego cria. 

O racional da personalidade humana cria a ilusão que um fluido cósmico universal parece um carro; cria a ilusão que o mesmo fluido cósmico universal parece um corpo; e cria, ainda, a ilusão da ação, a ilusão do movimento que não existe. 

Aplicando este mesmo princípio à pergunta sobre guerra que me foi feita agora a pouco, posso dizer que o ego cria as partes planetárias (armas, balas, metralhadoras, tanques). Cria, ainda a figura de corpos feridos e machucados.

Além disso, o ego também cria a ilusão de ser ferido. Sendo assim, não existe nem a guerra e nem os corpos feridos ou mortos, pois tudo é apenas fluido cósmico universal que serve como base para a personalidade humana desenhar formas e ações. 

Sendo assim, que ação foi praticada? Quem atirou, quem morreu? É sobre isso que vamos falar agora.
Veja uma coisa: se a realidade da personalidade humana fosse criada apenas por formas estáticas, não haveria a provação do espírito. Para que a prova aconteça, ou seja, para que um sentimento seja colocado pelo ego ao espírito, é preciso haver animação que justifique a vivência daquela emoção. 

Além do mais, como diz o Espírito da Verdade, um corpo – que para nós não é o corpo físico, mas o mental, a personalidade – pode existir sem um espírito, mas ele jamais será animado. No entanto, a movimentação dos corpos não pode ser atribuída ao espírito, pois ele não se movimenta dentro do sentido movimentar-se que vocês conhecem. Ela também não pode ser atribuída à carne, porque esta nem existe como tal. 

Por isso, essa movimentação das formas só pode ser gerada pelo ego. A animação dos acontecimentos da vida não são geradas pelas formas nem pelo espírito, mas pela parte racional (ego) da personalidade humana.

O espírito não se movimenta no sentido de mexer membros ou de locomover-se. O ser liberto da ação do ego está integrado ao Universo, mas isso não quer dizer que ele se locomova pelo Universo, mas sim que ele é o Universo. 

Para o espírito fora da aventura encarnatória não há locomoção e nem ações como conhecidas pelos humano. O espírito não age como vocês compreendem a ação. 

Já disse em outras oportunidades: a única ação do espírito é o pulsar. Espírito não anda, não senta, não voa: a única atividade de um ser é um pulsar sentimental. Ele recebe e emana sentimento, amor. 

A atividade do espírito é como a do coração de vocês que pulsa sangue. A diferença é que para realizar a pulsação, ele não se contrai ou expande como o coração de vocês. 

Por tudo isso é que volto a afirmar: a percepção de ação é sugerida como realidade pela personalidade humana ao espírito. 

Agora repare no que falei: a percepção de ação. Não estou falando em ações concretas, mas em perceber que está acontecendo alguma, pois a ação como elemento concreto é ilusão. 

Para que a ação fosse concreta era preciso que antes os elementos que dela participam fossem reais. No entanto, como vimos, eles são meras criações do ego também. Sendo assim, como pode algo que não existe realizar ações? Por isso afirmo que o espírito recebe uma percepção de ação gerada pelo ego e não a visão de um fato concreto.

Mais um detalhe sobre a percepção de ação: elas fazem parte da provação do espírito. Sendo assim, têm que ser individualizadas, ou seja, tem que ser geradas por Deus através do ego individualmente e de acordo com o gênero de provações pedido pelo ser antes da encarnação.

Vou dar um exemplo para facilitar a compreensão do assunto. Fiquemos com o mesmo exemplo que dei (uma pessoa andando de carro): a velocidade que é percebida por cada personalidade humana.
A velocidade de um carro não é medida por um velocímetro, mas pela percepção da ação. Isso acontece porque espíritos possuem provas diferenciadas.

Por exemplo: se um espírito vem combater o medo, a personalidade humana criará uma percepção diferenciada da velocidade daquele que não vem combater medo. Ou seja, cada espírito ligado a um determinado ego terá uma percepção de velocidade diferenciada, mesmo que os dois estejam no mesmo carro.

É por isso que alguns dizem que o carro está correndo muito e eles dizem que não. Isto acontece assim porque a percepção da ação é diferenciada de acordo com cada ego. 

Ela não é universal: é codificada antes da encarnação de acordo com a provação de cada um. Deus padroniza a percepção da ação para cada espírito de acordo com a sua necessidade de provação, ou seja, com aquilo que ele terá que vivenciar como provação.

Outro exemplo? Há personalidades humanas que não passam perto de um cachorro, pois simplesmente ao avistá-los já percebe a ação do cachorro querendo atacá-lo. Apesar disso, existem outras personalidade humanas que não tem nenhum medo de cachorro, por mais que aparente ser brabo e, por isso, não têm a percepção do ataque eminente. 

Eu não estou falando ainda de medo; medo é sensação. Estou falando de percepção.
Pergunte a quem tem medo de cachorro se ele quando vê o animal não percebe que está pronto para atacar? Na verdade, o cachorro nem está aí para aquela pessoa, mas o seu mental (ego) criou aquela percepção como real. 

Só que o ego não criou isso à toa. Criou porque o espírito pediu para realizar determinada provação. Por isso Deus colocou no ego essa programação. Ela vai gerar uma sensação – e aí falamos no medo – da qual o espírito precisa se libertar. 

Deu para compreender?

Pai Joaquim

Outros tipos de suicidas

Bem encerradas as perguntas, gostaria de falar uma coisa com vocês.

Nas próximas duas semanas vamos conversar. Mas, depois vem o carnaval e nós só nos encontraremos em março. De hoje até fim de fevereiro só teríamos duas conversas. Digo teríamos, porque quero propor uma coisa. 

Sei que a ansiedade de querer saber como se faz o que estamos conversando é muito grande. Vocês ainda estão aprendendo a letra ‘b’, mas já querem saber como se junta essa letra com a ‘a’, que aprendemos antes. 

Para não deixar esse espaço de tempo com vocês vivendo essa expectativa, quero propor que tanto na semana que vem como na outra, façamos palestras na terça e na quarta. O que acham?

Se eu fizer, vocês virão? 

Para os que responderam que virão, tenho uma informação: estão vivendo o mundo das probabilidades. Mesmo que digam que não saibam que virão, também estão no mundo das probabilidades. Responda apenas: ‘como vou lhe responder se eu não estou lá’?

Desculpem a brincadeira. O que falei com relação às duas palestras, é sério, mas aproveitei para fazer um pouco de prática de tudo o que conversamos hoje.

Dentro dessa linha de raciocínio, digo mais: lutem muito para estarem centrados no aqui e agora. Sem isso, sem essa luta constante para estar sempre presente no presente pelo próprio presente, estão apostando uma coisa muito importante nas suas vidas: a felicidade. Estão colocando a felicidade na dependência de uma roleta russa.

Vou falar uma coisa agora, e queria que isso batesse bem fundo. Vocês são os primeiros a acusarem os suicidas, mas vivem se suicidando a cada momento da existência. Falam do vale dos suicidas, falam do umbral, mas não entendem que quando vivem o mundo das probabilidades, estão se suicidando e habitando estes mesmos lugares.

O que é se suicidar? Acabar com a vida. O que é a sua vida? É o aqui e agora. Quando você está preso no mundo das probabilidades o seu aqui e agora existe? Não. Então, se suicidou, matou a sua vida naquele momento.

Não adianta criticar aquele que dá um tiro na cabeça se você vive a vida como um suicida, matando a sua vida. A cada vida que tem, ou seja, a cada agora, você a mata, pois está preso num futuro que não sabe se vai acontecer ou está preso a um passado que já acabou.

Como eu disse, é forte a comparação, mas é verdadeira.

Tem uma frase que diz assim: quem mata o tempo não é um assassino, é um suicida. O tempo, ou seja, a vida que você tem naquele momento é a única coisa que tem na vida. Sendo assim, qual é a única coisa que precisa para viver a vida? Ter vida para viver. 

Como é que vai viver uma vida se não tem vida para viver? Na hora que vem a vida para viver, onde você está? No mundo das probabilidades, onde não existe vida: existem apenas sonhos, ilusões, ideias.

Como é que vocês querem viver a vida se não vivem a vida que tem para viver?
Pensem nisso, filhos. Pensem para entenderem a importância do que estou falando.

Como me disseram hoje, existem pessoas que não concebem uma vida assim, mas o aqui e agora é a única vida que existe. Nele não existem os planejamentos, os sonhos e nem objetivos a serem alcançados: existe apenas a própria vida. Quando viver o aqui e agora terá a vida e aí pode vivê-la.

Sonhar, como vocês dizem, não custa nada. Custa sim: custa a sua vida, pois enquanto está sonhando, não está vivendo a sua vida.

Que vocês estejam na paz e se o que eu falei foi muito sério, me desculpem, mas era para ser sério mesmo, pois, como disse anteriormente, está na hora de pararmos de brincar de elevação espiritual. 

Está na hora de pararmos de achar que elevar-se espiritualmente é seguir o que O Livro do Espírito diz, é seguir o que Krishna diz. Elevar-se espiritualmente segundo o próprio O Livro do Espírito e o próprio Krishna, é aprender a viver essa vida assistindo-a, ou seja, tendo a felicidade.

O resto é só brincadeira de criança. Fazer o que o mestre mandou é brincadeira de criança inconsequente.

Que vocês fiquem em paz.

Pai Joaquim

AH SE EU SOUBESSE

AH SE EU SOUBESSE 

Quando chegamos ao plano espiritual, a maioria dos espíritos pensa algo muito parecido:

– Ah se eu soubesse…

Se eu soubesse que a vida real não era na matéria… se eu soubesse que a realidade não é de sofrimento, mas de paz e liberdade… se eu soubesse que nada que existia na matéria é permanente, que lá é tudo passageiro, eu não teria brigado no trânsito, batido nos meus filhos, me apegado a tantas coisas efêmeras…

Ah se eu soubesse…. teria ajudado muito mais gente, teria me enriquecido com amor e luz, teria deixado de lado esses problemas pequenininhos, teria feito caridade aos necessitados, teria deixado o amor fluir, teria me atirado no bem sem nenhuma preocupação, teria sido mais humilde, teria vivido em paz…

Ah se eu soubesse… teria passado mais tempo com aqueles que amo, teria me preocupado menos, teria tido mais paciência, teria me soltado mais, me desprendido mais, teria vivido mais livre, de forma mais espontânea, mais natural, teria visto o lado bom de tudo, teria valorizado as coisas simples da vida.

Ah se eu soubesse… se soubesse que a vida na Terra vai e vem, que tudo se esvai, que nada é permanente, que não existe algo fixo, imutável. Se eu soubesse que tudo começa e termina, que os relacionamentos começam e terminam, que a dor lateja e depois vem o alívio.

Ah se eu soubesse… se soubesse que os arrogantes sobem, ficam no topo e caem por si mesmos; caem pelo seu próprio castelo de cartas da ilusão que criaram. Se eu soubesse que os ricos podem se tornar pobres de espírito, e que os pobres podem ser muito ricos de espírito. Se soubesse que as diferenças sociais se extinguem, que na morte todos somos filhos do universo, que a fome é saciada, que a sede é aliviada, que a violência só traz mais violência, que os injustiçados são compensados, que os perdidos sempre se encontram, e quem está demasiadamente seguro de si acaba se perdendo.

Ah se eu soubesse… que a vida espiritual é a vida real, que as mágoas corroem o espirito, que a cobiça gera insatisfação, que a lisonja só cria humilhação, que a preguiça gera estagnação. Se eu soubesse que o medo é sempre maior do que a mente engendrou eu teria me arriscado mais, teria ousado, teria tido a coragem de ser o que eu sou, teria retirado essa máscara que encobria minha verdade, teria desatado o compromisso com o logro, com a burla, teria assumido minha integridade sem divisões, sem fragmentos.

Ah se eu soubesse… não teria cortejado o sucesso, não teria me atirado ao poço fundo, vazio e solitário da avidez, não teria me enganado de que, ao atingir o topo, a descida é o único caminho. Se eu soubesse que o mundo é uma doce miragem eu rejeitaria a pueril busca pela sensualidade. Largaria com afinco os prazeres e vícios da juventude. Se soubesse que tudo muda e nada se encerra, teria posto de lado as moléstias da nostalgia.

Ah se eu soubesse, teria menos pressa, olharia mais para a vida, veria mais o nascer do dia, comeria com calma o pão de cada manhã, teria plantado uma árvore, corrido no jardim, deitado no chão e rolado na grama. Teria mergulhado e me perdido no tempo, solto em reflexões sobre os mistérios da vida. Teria me desimpedido de autocobranças, teria me aceitado como sou e aceitado o milagre da vida como ele é.

Ah se eu soubesse… que o mar espiritual é infinito de bençãos, não teria digladiado por um copo de água ao lado do grandioso oceano da plenitude. Teria deixado todas as quimeras de lado, e vivido mais a vida, a existência, o cosmos, a liberdade, o eterno presente e a eterna aurora.

Ah se eu soubesse… teria renunciado aos hábitos arraigados, as discussões estéreis, a especulação teórica. Se eu soubesse, teria permanecido mais na natureza, observando os pássaros, molhando as mãos no rio, sentindo o vento, me aquecendo ao sol da manhã, sujado as mãos na lama e sentido o frescor da chuva. Se eu soubesse que sou um ser em desenvolvimento na essência inesgotável e eterna da vida, teria sido infinitamente mais livre e feliz.

Autor: Hugo Lapa