sexta-feira, 7 de março de 2014

SEU DEUS ESTÁ VIVO OU MORTO?

Entre os seguidores das diversas doutrinas evangélicas existe um debate que, imagino, deveria estender-se a todas as outras: Deus está vivo ou morto?

Para uns a teoria é de que Deus está morto. Crer nisso não quer dizer que para estes o Senhor tenha sumido ou desaparecido, mas que Ele encontra-se inerte. Tal teoria fundamenta-se no início da Bíblia Sagrada onde se afirma que Deus criou o mundo em seis dias e descansou no sétimo, dia este que ainda dura até os tempos atuais. Para os seguidores desta teoria o termo descansou é exatamente o que os leva a decretar a morte ou inatividade de Deus. Examinemos ao que esta teoria leva.

Seguindo esta teoria, Deus teria criado todas as coisas que existem. Ao fazê-lo, teria constituído os elementos da Sua criação com propriedades individuais que regeriam sua existência. Para os seguidores desta visão sobre a ação do Senhor, seriam estas propriedades que agiriam voluntariamente sempre que determinadas condições ocorressem. Para estes, Deus não teria influência na ação dos elementos. Ele os fez, os dotou de propriedades e, a partir daí, estas propriedades regeriam a ação dos elementos.

Exemplifiquemos. Parta quem Deus está morto, os furacões e tornados são efeitos de condições climáticas (propriedades de elementos materiais); a gripe no corpo humano surge da exposição ao frio; o acidente automobilístico ocorre devido a falhas humanas (desatenção, inabilidade, imprudência) ou mecânicas (elementos que se quebram por conta de suas propriedades e não por ação externa).

Para quem crê nisso Deus está morto, inativo. Isto porque o acontecimento não é fruto de Seu querer, mas criado pelas próprias propriedades com as quais o Senhor dotou cada elemento.
Já a teoria do Deus vivo, ativo, compreende as coisas de uma forma diferente. Para aqueles que crêem nela o Senhor criou todos os elementos nos primeiros dias, mas depois disso continuou obrando incessantemente. Ou seja, Deus criou os elementos dando a cada um deles propriedades específicas, mas para que elas entrem em ação é necessário que Ele as ative.

Dentro dos exemplos que demos anteriormente, aparentemente todos os acontecimentos teriam as causas naturais que foram citadas, só que para os crentes da atividade de Deus, para que as propriedades funcionem daquela determinada forma, seria necessário haver um comando do Senhor. Para estes, Deus está vivo, ativo, e causa tudo que acontece apesar dos elementos terem sido originariamente dotados de propriedades individuais por Ele mesmo.

As duas teorias não divergem quanto à origem da formação das coisas (Deus), mas sim quanto ao seu funcionamento. Enquanto uma diz que o Senhor está descansando (morto) e assistindo aos acontecimentos que são causados pelas propriedades das coisas, a outra afirma que em tudo que ocorre há a interferência direta de Dele para que as coisas ocorram.
Dissemos no início que tal discussão deveria se estender as outras doutrinas, porque este não é um debate meramente religioso, mas essencialmente espiritualista.

Espiritualismo é um sentido que um ser humano dá à sua existência quando opta por viver para amealhar bens no céu, para o atma. Mais do que seguidor de uma determinada doutrina, espiritualista é aquele que crê haver em si algo mais do que a matéria e que vive (tem como objetivo principal na existência) para este algo.

Quem vive com estas crenças crê nos ensinamentos trazidos pelos amigos espirituais através de O Livro dos Espíritos. Nesta publicação existe logo na primeira pergunta a informação: Deus é a Causa Primária de todas as coisas. Ou seja, Ele está constantemente ativo causando tudo que acontece. Apesar disso, muitos espiritualistas convivem com um Deus morto.

Quem são os espiritualistas que convivem com um Deus morto? São aqueles que declaram que vivem buscando o Pai, mas que ainda acreditam que é o buraco da camada de ozônio que está descongelando os pólos e que por isso o nível da água se elevará e causará uma tragédia, ceifando milhares de vidas inocentes…  São aqueles que culpam o ser humano de ter ativado uma reação das propriedades de alguns elementos (poluição) e que, apenas por causa disso, a reação química é inevitável…

Para estes eu pergunto: e Deus, Aquele para quem você diz que vive, está assistindo tudo isso sem fazer nada, sem causar nada? Para vocês, Deus está morto, ou pior, refém do ser humano, da Sua criação. Será que é possível para alguém viver para Outro que apenas assiste a Sua obra deixando ao encargo dela o auto direcionamento? Eu acho que não…
A discussão das duas teorias deveria estar em pauta, também, como item principal entre aqueles que se dizem universalistas. Como ser universal enquanto se privilegia o individual? Como pode alguém que diz que busca se integrar ao Universo Real imaginar que este tem que se submeter inconteste ao que o individual decidir?

Não há como ser universalista e se conviver com um Deus morto, inativo. O Universo pulsa e este pulsar comanda e regula a atividade de todas as coisas que existem acionando ou não as propriedades intrínsecas com as quais os elementos foram criados.

Este Universo é a Natureza, é Deus… O nome não importa: você pode dar o que quiser. No entanto, um universalista precisa compreender que existe dentro de um organismo vivo, ativo, que causa tudo o que acontece em todos os confins universais.

DEUS ESTÁ VIVO: ELE ACABOU DE FALAR COMIGO AGORA.

Sim, Deus está vivo. Isso porque, como ensinou o Espírito da Verdade Ele é a Causa Primária de todas as coisas. Ele não é só o Criador, mas também o Comandante da Vida. Nada acontece sem o Seu consentimento…

Deus não para jamais de obrar…

A causa primária não pode estar nas propriedades das coisas, porque senão quem seria a causa destas propriedades?…

Por maior que seja obra de uma inteligência inferior, existe sempre uma Superior que a comanda…

Estes são mais ensinamentos do Espírito da Verdade espalhados pelo livro fundamental da doutrina espírita (O Livro dos Espíritos) que está ligado ao espiritualismo como uma das suas fases, nas palavras de seu próprio criador: Allan Kardec.

Sim, Deus está vivo e acabou de falar comigo agora. Isso porque acabou de ser inspirado o oxigênio que manterá o funcionamento do corpo que agora estou usando. Sei que a medicina afirma que esta função acontece por causa da disposição de determinados órgãos do corpo físico (propriedades da matéria), mas também sei que se Deus não desse o dom da vida este momento não estaria existindo.

Por isso sei que Deus falou comigo. Foi Ele que ativou (sei lá como) as propriedades das células do corpo físico para que a inspiração e a expiração acontecessem. Sei que por mais que um ser humano vá contra estes órgãos (use substâncias que a ciência afirma que causa mal), enquanto Ele não comandar a parada de funcionamento destas células elas não poderão parar por si só ou por questões meramente materiais ligadas às suas propriedades.
Deus falou comigo e me disse: ‘você está vivo e isso acontece porque Eu decidi assim’. E se Ele decidiu ninguém pode ir contra, pois como disse Jó, ‘quem pode dizer a Deus que Ele está errado’?

Estando sob sua tutela do Pai, quem poderá ser contra mim? Quem poderá atentar contra a ação de Deus? Mesmo que quisessem sei que porque Ele está vivo, está atento e não deixará me acontecer nada, a não ser que Ele decida que chegou o momento de tal ou tal fato acontecer. Neste momento ninguém poderá, também, ser contrário a isso.
Esta é abrangência maior que o debate sobre se Deus está vivo ou morto influencia na existência de um ser encarnado…

Para aqueles que convivem com um Deus morto, o inimigo está sempre à espreita nas esquinas… Na concepção daqueles que convivem com o Deus morto qualquer um pode prejudicá-lo. Seja o cigarro, a bebida, o assassino, os acidentes, todos estes elementos, regidos pelas suas propriedades intrínsecas, podem agir sem que o Pai possa fazer nada.
É daí que advém o medo… Mas, o que será o medo das coisas da via? A falta de fé. E, por que ela não existe? Porque Deus está morto inoperante para estes… Para aqueles que convivem com a teoria de que o Senhor apenas criou os elementos e que, a partir de então, são as suas propriedades que regem suas ações, ter fé é impossível, pois a sombra do ser vitimado o acompanha diuturnamente.

Por isso disse que este deveria ser um debate aberto para todas as seitas e doutrinas, quer seja espírita ou não. Sem a crença no Deus vivo, ativo, operante, Causa Primária de todas as coisas, não pode haver o exercício da fé que, segundo Cristo, é o motivador da felicidade do espírito.

Termino, então, com uma pergunta: SEU DEUS ESTÁ VIVO OU NÃO?

O fim da moratória de Cristo se aproxima?

RESPOSTA DE JOAQUIM - com Antony Franco

http://meeu.com.br/ceu/a-moratoria-de-cristo/

Participante: o fim da moratória de Cristo se aproxima?

NOTA: Perguntado sobre o que quis dizer com moratória de Cristo o participante esclareceu o seguinte:

No livro de Emmanuel ‘A caminho da luz’ é relatado que os espíritos abnegados e esclarecidos falavam de uma nova reunião da comunidade das potências angélicas do Sistema Solar, da qual é Jesus um dos membros divinos. Ao final do celeste conclave a bondade de Jesus decidiu conceder uma última chance à comunidade terráquea, uma última moratória para a atual civilização no planeta Terra. Todas as injunções carmicas previstas para acontecerem ao final do século XX foram então suspensas, pela Misericórdia dos Céus, para que o nosso mundo tivesse uma última chance de progresso moral. A face da Terra deveria evitar a todo custo a chamada III Guerra Mundial. Segundo a deliberação do Cristo, se e somente se as nações terrenas, durante este período de 50 anos, aprendessem a arte do bom convívio e da fraternidade, evitando uma guerra de destruição nuclear, o mundo terrestre estaria enfim admitido na comunidade planetária do Sistema Solar como um mundo em regeneração. Esta período de moratória se aproxima do fim !!

Antes de responder, vamos analisar alguns aspectos da sua pergunta... Primeiro vou tratar do seu relacionamento com o que está sendo afirmado no texto...

Eu não sei se você acredita nesta informação, mas se chega ao ponto de me fazer esta pergunta é porque pelo menos acha que isso pode ser verdadeiro. Então, vou tratar a sua pergunta assim: algo que você imagina que possa ser verdadeiro.

Dito isso, vamos, então à análise da pergunta. No texto você fala de uma reunião onde é comentada outra reunião onde os espíritos superiores que administram o sistema solar do qual a Terra faz parte se reuniram. Nela Cristo, um dos membros destes espíritos superiores, por si, fundamentado apenas em si mesmo, decide dar uma moratória, dar mais tempo à comunidade que habita o planeta Terra. Para fazer isso, o Cristo, por livre e espontânea vontade, determina a suspensão de acontecimentos previamente acertados.

É isso que está sendo dito no texto que você escreveu. No entanto, lhe pergunto, já que você pelo menos levanta a hipótese desta informação ser verdadeira: será que este Cristo que está sendo narrado nesta história se parece com aquele que a Bíblia mostra? Acho que não...
Primeiro porque Cristo não poupou ninguém quando esteve na Terra. Até os seus discípulos ele chamou de vermes. Ele foi duro na palavra com aqueles que não professavam o caminho do reino do céu. Será que agora, então, só porque está no plano espiritual, ele mudou?

Segundo detalhe ainda sobre o Cristo que está sendo mostrado na história que é contada na sua pergunta: será que este Cristo se parece com aquele que esteve aqui? O que aqui esteve dizia que fazia tudo em nome de Deus: não cai uma folha da árvore sem que meu Pai faça cair; vamos ver Lázaro porque ele está assim para que a glória de Deus aconteça; vocês não podem fazer um fio do cabelo de vocês ficar branco... 

O que estou querendo lhe mostrar é que o Cristo que a Bíblia mostra é cem por cento subordinado a Deus, enquanto que o desta história está numa atitude presunçosa deliberando por ele mesmo. Pior: suspendendo coisas previamente estabelecidas por Deus. Ou seja, é um Cristo que vai contra Deus, que decide por ele mesmo. 

Este Cristo se aprece com aquele que a Bíblia apresenta? Eu acho que não...

Apesar disso, a sua pergunta é muito interessante porque nos ajuda a falar de alguns detalhes que vocês que estão humanizados esquecem. Vamos a eles...

Na pergunta 115 de O Livro dos Espíritos é dito que todo espírito nasce simples e ignorante. Para esclarecê-los, Deus dá a cada um uma missão. Estas missões têm por finalidade aproximar o espírito de Deus. Sendo isso verdade, posso dizer que a vida humana tem uma finalidade: aproximar de Deus. 

A parti desta consciência, pergunto: ouvindo e acreditando nesta história você está se aproximando de quem? Eu acho que não é de Deus, porque Ele não é nem citado nela. Levando em consideração o que é narrado na sua pergunta eu poderia dizer que Deus está trancado no seu gabinete enquanto os ministros, os espíritos que fazem as coisas acontecerem por ordem do Pai, deliberariam por si mesmos, sem ouvir o presidente da empresa.

Apenas com esta pequena comparação dá para você ver o quanto esta história é danosa à sua saúde espiritual. Digo isso porque ela lhe afasta de Deus, não faz você aproximar-se de Dele.

Por isso quero aproveitar sua pergunta e mandar uma mensagem a todos os seres humanos. Essa mensagem surge a partir de algumas perguntas que espero que levem vocês a uma reflexão sobre a forma como vivenciam os acontecimentos da vida humana...

A primeira pergunta é: se a encarnação tem como objetivo aproximar os espíritos do Pai, o que é Deus para você? Sim, vocês precisam pensar no que Deus representa para vocês. Isso porque a representatividade que Deus tem para vocês é o caminho para você aproximar-se Dele. 

Será que Deus é para você o que o Espírito da verdade e todos os mestres disseram: a Inteligência Suprema, a Causa Primária de todas as coisas? Será que Ele representa para você a Justiça Perfeita e o Amor Sublime? Como você quer alcançar o objetivo da vida que é aproximar-se de Deus se não sabe o que Ele é para você? 

Na verdade para a maioria dos seres humanos Deus é apenas uma figura decorativa do universo. É alguém que está sentado num trono de ouro vendo as coisas acontecerem sem poder fazer nada. O Senhor Supremo para os humanos não passa de um ser dependente do querer dos espíritos encarnados ou não.

Veja se não é esse o seu Deus. Veja se não é isso que Deus representa para você. 

Para a maioria dos seres humanos Ele representa alguém superpoderoso que está no universo rezando a deus para que as coisas aconteçam como ele pré-estabeleceu. Se isso é o que Deus representa na sua vida, você não se aproxima Dele, porque esse não é o Senhor que os mestres ensinaram. Se esses estão próximos Dele, para nos aproximarmos precisamos, então, conviver com o Pai como eles conviveram... 

Por isso digo que vocês precisam repensar o que é Deus para vocês. Precisam repensar o que Ele representa na sua vida. 

O que representa Deus na sua vida? Tente responder isso sem hipocrisias, ou seja, sem dizer que Ele é tudo, mas sem dar a Ele o crédito de nada. Para obter esta resposta eu lhes indico uma nova meditação: o quanto da sua vida é fruto de Deus para você? Qual a importância de Deus na sua existência? Estas são perguntas que deixo ao responder esta questão e que são importantíssimas de serem respondidas. 

Porque você precisa urgentemente responder a estas questões? Porque o dia do juízo está chegando...

Quando falo isso, por favor, não pensem que estou falando que irão acontecer catástrofes, que o planeta vai acabar, que haverá mortes em massa, um holocausto ou que a Terra será invadida por seres extraterrenos... Não é nada disso. 

O dia do juízo é algo que acontece a todos os espíritos quando desencarnam. Este dia, ou seja o dia do seu juízo está chegando, pois a cada dia você está mais perto do desencarne, a cada momento está mais perto de morrer. 

Quando isso acontecer, lhe pergunto: o que fará quando sair desta carne? Vai procurar os espíritos superiores para ver se eles podem gerar uma determinação para a sua existência eterna? Acho que não vai conseguir nada com eles, assim como não conseguiram nada aqueles que buscaram Cristo e não mereciam receber... 

Além do mais, pergunto: como fica o seu comprometimento de antes da encarnação? Antes de encarnar você sabia que estava tendo uma oportunidade para aproximar-se de Deus e comprometeu-se m aproveitar todas as oportunidades para fazer isso. O que vai fazer agora que não tem mais oportunidades para cumprir o que se comprometeu?

Essas são questões que vocês precisam levantar com vocês. No entanto, há mais uma pergunta que gostaria de colocar e que é muito importante no momento de hoje. Esta pergunta é: quanto tempo da sua vida, do seu dia, você dedica a Deus?

Reparem que não estou falando em ir a centro espírita, em exercer atividade mediúnica, orar, fazer meditação, etc. Não estou falando em nada disso. Estou falando em realmente se dedicar a Deus. Estou falando em sentar e conversar com Ele. Também não estou falando em pedir nada, mas em conversar com Deus. 

Na Bíblia, no livro Apocalipse, é dito que no novo mundo o trono de Deus estará na Terra, ou seja, Deus estará ao seu lado. Sendo isso real, como você quer chegar ao mundo de regeneração, o novo mundo, se para você Ele ainda está preso no céu? Como conviver diretamente com Ele se não tem nenhum contato com o Pai a não ser para pedir alguma coisa ou agradecer o que Ele faz e que classifica de bom? Ou pior: pedir a Ele justiça, ou seja, que prejudique outro e com isso lhe faça ganhar alguma coisa...

Sim, esta é a pergunta que todos os humanos deveriam estar se fazendo no momento que temos a informação que o dia do Juízo Final já chegou: quanto tempo eu dedico ao meu relacionamento com Deus? Quanto tempo no meu dia eu me mantenho em contato com Deus?

Fazendo a si mesmo estas perguntas, acho que a resposta será pouco tempo, não é mesmo? Mas, é justificável ter pouco tempo para Ele... 

Afinal de contas você tem obrigações e necessidades familiares e por isso precisa ter tempo para sua família. Tem obrigações e necessidades profissionais e por isso precisa se dedicar com afinco ao seu trabalho e, além disso, precisa buscar aprender novas coisas para poder crescer materialmente, financeiramente e profissionalmente. Tem obrigações e necessidades com o seu lazer, pois ninguém é de ferro e você precisa descansar um pouco. Tem obrigações e necessidades religiosas: ir ao centro, fazer o trabalho mediúnico, meditar, orar, frequentar cursos que ensinam coisas espirituais como por exemplo o volitar. Sendo assim, é justo que não sobre tempo para você estar com Deus, não é mesmo? Não sobrando tempo para estar com Deus, pergunto: como você se aproxima Dele? 

Conviver em todos os momentos da existência humana com Deus: esta é a grande virada do mundo de provas e expiações para o de regeneração. 

Há muito tempo atrás dissemos que a mudança que ocorrerá nas encarnações quando o novo mundo chegar será o fim da humanidade que o ser vivencia quando encarnado. A preocupação com as obrigações e necessidades familiares, profissionais, de lazer e religiosas acabarão quando se encerrar a humanidade do ser. No mundo de regeneração, no novo mundo, o que existe é espírito na carne. O que existe é o ser que, mesmo estando encarnado, convive com Deus ao seu lado e por isso toda a sua atenção é voltada para este relacionamento e nada mais ocupa o ser.

Nós como instrumentos do exército de Maria para trazermos os ensinamentos necessários para que cada um aproxime-se de Deus dissemos já no nosso primeiro manifesto o seguinte: nossa função é auxiliar os espíritos encarnados a viverem sob a batuta de Deus.
Batuta é aquilo que um maestro utiliza para reger uma orquestra. Quem vive sob a batuta do maestro toca como ele manda, mas vocês ainda querem ser músicos que tocam a música que querem, na hora que querem, do jeito que querem...

Depois de tudo isso, posso responder à sua pergunta. Não, esta história, por todos estes motivos, não pode ser verdadeira. No entanto, ela nos ajuda a compreendermos que ao acreditar em coisas deste tipo deixamos de fazer aquilo para o qual ser nasce: aproximar-se de Deus. É por isso que há algum tempo venho lhes incitando a esquecer esta busca de saber e de conhecer e começar a realizar a prática do ensinamento dos mestres. E todos eles foram unânimes: Deus é, Deus faz...

Portanto, esqueça todo resto: viva só este ensinamento que já terá feito alguma coisa nesta vida...

O nada

" Participante: ao longo destas conversas o senhor destruiu tudo o que existia para mim. Se não vai sobrar nada deste mundo como real, o que é que estamos fazendo aqui? Estamos esperando para compreender o nada?

Não, você não está esperando nada. O que você veio fazer nesta vida foi provar a si mesmo que é capaz de se libertar de todas estas coisas. A sua existência material só ocorreu porque em algum momento da sua vida eterna você disse que compreendeu que apenas as coisas espirituais são reais e por isso ofereceu-se para provar que aprendeu corretamente isso.

É por isso que você está vivendo esta ilusão. Ela é criada para lhe dar a oportunidade de exercendo o seu livre arbítrio espiritual não acreditar em nada disso. Tendo esta consciência, lhe pergunto: se não estivesse ligado a uma mente que criasse estas ilusões, como teria a oportunidade de provar que não acredita mais nelas?

Portanto, você não está aqui sentado num banquinho esperando nada, mas sim para agir. Esta ação constitui-se em usar a espada que Cristo afirmou que trouxe para matar as compreensões racionais que a personalidade humana que vive gera. Matá-las é exatamente libertar-se de toda esta parafernália material. Aquele que age neste mundo com a consciência de que é um espírito liberta-se de todas as afirmações mentais porque aprendeu que o seu reino não é deste mundo.

É isso que você está fazendo aqui. Todo o mais que imagina fazer na verdade acontece como criação de Deus através do faça-se para que o espírito tenha a oportunidade de libertar-se das posses, paixões e desejos gerados pela mente e com isso extinguir nele o individualismo ou o egoísmo." Pai Joaquim

A VIDA NÃO NOS DEIXA CHEGAR A DEUS

Um dos comentários que mais ouço quando o assunto é buscar a reforma íntima (a união com Deus) é de que a vida como está hoje (atribulada, corrida, cheia de compromisso, responsabilidade e problemas) impede que se coloque em prática os ensinamentos dos mestres para nos aproximarmos de Deus. No entanto, tal comentário denota apenas submissão à ilusão com que vivemos. Não deixamos de realizar a elevação espiritual por causa da vida que vivemos, mas por que acreditamos que estamos vivos.

Não somos seres humanos que vivem esporadicamente aventuras espirituais, mas um espírito que está vivendo uma aventura humana. Os valores são diferentes se entendermos a nossa essência, a nossa Realidade: ser um espírito encarnado e não um ser humano.
A existência carnal, com todos os atropelos e problemas, não existe: é uma mera criação para a nossa provação espiritual. Quem quer resolver a sua vida material, vivenciando-a a partir do prisma material, nada consegue no sentido de aproximar-se de Deus, pois vive a ilusão ao invés de realizar a Realidade.

Não temos nada a fazer nesta vida. Não temos nada a construir, nada a decidir, nada a organizar. A vida é organizada por si mesmo, ou melhor, pela inexorável ação da lei do carma e da interdependência. De nada adianta nos preocuparmos, pois ela se desenrolará da forma que tiver que desenrolar. 

No entanto, nosso futuro espiritual não. Ele depende de nossas ações espirituais atuais, ou seja, da nossa capacidade de amar a tudo e a todos de uma forma equânime e incondicional através do despojamento das coisas materiais. Nosso futuro espiritual, sim, precisa de ação urgente e imediata. Como um paciente de UTI precisa ser monitorado vinte e quatro horas por dia, mas dedicamos a ele apenas o tempo que sobra depois dos afazeres materiais.

Precisamos nos lembrar que não viemos parar nesta carne à toa. Se aqui estamos é porque antes da encarnação nos comprometemos conosco, com a nossa comunidade espiritual e, principalmente, com Deus, em olvidar todos os esforços para aproveitar a encarnação como elemento de elevação espiritual. Assumimos um compromisso empenhando nossa palavra de que daríamos até a última gota de sangue para aproveitar a chance que estávamos recebendo, mas aqui, iludidos por maya, achamos que nossas responsabilidades são outras.
Achamos que somos responsáveis pela vida nossa e dos outros, esquecendo-nos que a vida é uma dádiva de Deus. Achamos que somos responsáveis pelo futuro de nossos filhos esquecendo que eles possuem um Pai que é Onipotente, Onipresente e Onisciente. Preocupamo-nos em crescer materialmente, que a justiça sempre prevaleça, que nossos sonhos e desejos se realizem, mas esquecemos de nos preocupar em sairmos vitoriosos espiritualmente da vida.

Não estou aqui fazendo apologia ao suicídio nem à inércia, mas à ação consciente que é mais importante para a nossa eternidade. Melhor seria ser um lixeiro em paz e harmonia com o Universo à um doutor que não tem tempo para servir o próximo. Melhor seria que os outros galgassem postos mais elevados materialmente falando, mesmo que pisando sobre mim ao invés de eu ganhar, perdendo a paz de espírito, a harmonia comigo mesmo, com os outros e com Deus.

O que estou defendendo não é buscar a pobreza, mas uma mudança de foco da vida. Antes de mais nada devemos nos preocupar com nossa eternidade espiritual e não apenas em satisfazer nossos sonhos e vontades mundanos. Trabalhar não para ganhar dinheiro ou conquistar a fama, mas para servir o próximo; participar da vida para encontrar Deus e não para realizar-se.

Esta é a grande mudança que o novo tempo, a qual todos os mestres afirmam que chegará, contemplará. Não importa como você o chame (Mundo de Regeneração, Era de Aquário, etc.) o que realmente marcará a mudança da humanidade é a conscientização de que somos e sempre seremos espíritos. A partir daí as responsabilidades e objetivos mudarão e poderemos, então, finalmente aprender a viver em harmonia, paz e amor com tudo e com todos.

Portanto, a alegação de que o mundo como está nos tempos atuais não deixa buscar a Deus é mais uma ilusão criada pela mente para que possamos vencer mais uma batalha. Quem a utiliza como desculpa é porque ainda está preso à busca do bem material, mesmo que seja a dor.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Só de passagem

Conta-se que, no século passado, um turista americano foi
à cidade do Cairo no Egito, com o objetivo de visitar um famoso
sábio.
O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num
quartinho muito simples e cheio de livros.
As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um
banco.
- Onde estão seus móveis? Perguntou o turista.
E o sábio, bem depressa olhou ao seu redor e perguntou também:
- E onde estão os seus...?
- Os meus?! Surpreendeu-se o turista.
- Mas estou aqui só de passagem!
- Eu também... - concluiu o sábio.

"A vida na Terra é somente uma passagem... No entanto, alguns vivem como
se fossem ficar aqui eternamente, e se esquecem de ser felizes."
"NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL... SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA..."

PRESENTE DE INSULTOS

Perto de Tóquio, no Japão, vivia um grande samurai já idoso que agora se dedicava a ensinar o zen-budismo aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos, disse o mestre. Quando não são aceitos continuam pertencendo a quem as carregava consigo. Certa tarde, um guerreiro - conhecido por sua total falta de escrúpulos - apareceu por ali. Era famoso por usar a técnica da provação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante. O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Conhecendo a reputação do samurai, estava ali para derrotá-lo e aumentar sua fama.Todos os estudantes se manifestaram contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos - ofendendo, inclusive, seus ancestrais. Durante horas, fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se. Desapontados pelo fato que o mestre aceitara tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram:"Como o senhor pode suportar com tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?" - Se alguém chega até você com um presente e você não o aceita, a quem pertence o presente?, perguntou o samurai. - A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos alunos.

RELAXEM REGULARMENTE EM UM ESTADO SILENCIOSO E CALMO

Se vocês escolhem prestar uma atenção especial à sua intuição, seu conhecimento ou orientação interior, vocês podem acessar muita informação e conhecimento que são pertinentes ao seu vindouro despertar.

A ilusão os desvia de seu caminho para casa por chamar sua atenção e foco de volta outra e outra vez para seus corpos físicos - fome, cansaço, sede, ansiedade, medo, dor - numa sucessão sem fim de questões que parece que vocês precisam tratar imediatamente.

A meditação é um modo de superar essas distrações, mas inicialmente parece impossível acalmar sua mente e corpo, e um ou outro irá desviar sua atenção da prática meditativa.

Quando isto acontece, vocês se irritam consigo mesmos e frequentemente se julgam muito severamente pelo que vocês consideram com uma tentativa fracassada de relaxar e se interiorizar.

Mas, como em qualquer habilidade, a prática regular é necessária para obter resultados que vocês podem avaliar como satisfatórios, como um sinal de que vocês estão progredindo.

Mas frequentemente vocês sentem que suas tentativas são improdutivas, uma perda de seu precioso tempo e então vocês param a prática para ir tratar de coisas "mais importantes".

Tentem não ceder a essas tentações, pois é isto que elas são.

É apenas o seu lado egóico procurando atenção por seduzi-los com ideias de que vocês têm coisas "mais importantes" que vocês precisam cuidar.

Ao resistir a essas distrações e continuar sua prática, vocês alcançam algo - vocês dominam seu ego!

Entretanto, por procurar progresso espiritual, como observar um momento de iluminação, um momento sem pensamentos ou qualquer outra expectativa espiritual, vocês se predispõem ao fracasso.

Sua mente, praticamente sempre, divagará, pois isto é parte da condição humana em que toda situação está sujeita ao quase constante escrutínio e julgamento.

E é isto que vocês precisam liberar.

Enquanto vocês se engajam no julgamento e crítica, vocês provêm do ego e desligam-se de seu centro: a chama divina que brilha dentro de cada um de vocês.

Obviamente seu ego tem um papel muito útil enquanto vocês residem na ilusão, encarnados. A tarefa dele é manter a integridade e a saúde de seus corpos, mas com o passar dos éons que vocês têm vivido na ilusão, vocês têm dado mais e mais autonomia a ele e passam a confiar nele para obter orientação.

Mas, em questões espirituais, ele é totalmente incompetente, apesar de que ele tenta orientá-los nessas questões também.

Por entrar em um estado meditativo, vocês se desligam dele e dos conselhos e orientações que ele desesperadamente quer que vocês respeitem, se engajem e realizem.

Seu ego não quer ser substituído pela orientação espiritual amorosa e compassiva que vocês podem acessar quando vocês conseguem silenciá-lo, e ele constantemente tentará distraí-los para que ele possa continuar controlando.

Quando alguém aperta seus botões e vocês explodem, é o seu ego controlando vocês. Frequentemente, depois, vocês podem se perguntar o que deu em vocês e se arrepender de suas palavras ou ações.

Estar cientes disto é apenas um modo efetivo de dominá-lo e então vocês devem usar sua vontade muito determinadamente para relaxar e entrar num estado meditativo profundo, em que vocês podem acessar sua orientação interior, sua intuição, os guias espirituais que sempre estão com vocês e disponíveis para dar conselhos e orientações quando vocês lhes pedem para ajudar.

Esta orientação é uma sugestão delicada que os informa de sua presença por deixá-los cientes do desconforto que vocês sentem quando seu ego está exigindo que vocês ataquem, e ainda, alguma coisa mais parece estar advertindo-os de que atacar é desaconselhável.

E, como a maioria de vocês tem descoberto de tempo em tempo, quando vocês seguem o conselho nítido do ego enquanto se sentem pressionados ou ameaçados, vocês normalmente se arrependem depois.

Relaxem constantemente em uma meditação, ou em um estado silencioso e calmo, tal como curtir uma música suave, ler uma mensagem canalizada de amor e elevação, relaxar em um local natural com água fluindo ou com paisagens inspiradoras, e permitam-se o luxo de apenas ser.

Quando vocês fazem isto, seu sentido intuitivo de que todos são divinamente cuidados borbulhará para sua consciência consciente, possibilitando que vocês reconfirmem sua fé, seu conhecimento interior de que vocês estão para despertar na glória da alegria eterna.