sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Quando encarnam, os espíritos são seres do universo

Quando encarnam, os espíritos são seres do universo. Durante o seu desenvolvimento na massa carnal a família diz que você deve tomar banho todo dia, que deve comer nas horas certas para isso. A sociedade diz que você tem que pagar suas contas em dia, que deve ouvir som em volume baixo, etc. Neste momento, o ser, que encarnou esquece tudo aquilo que lhe motivou antes de vir à carne e passa a vivenciar como objetivo de vida estas normas que o mundo humano lhe coloca. 

É por conta desta discrepância entre o valor essencial da vida de um espírito liberto da humanidade e do ser humanizado que Cristo, depois da crucificação, diz aos seus apóstolos durante uma conversa na casa de Maria Madalena: vá e anuncie o Reino dos céus, mas não junte a lei de Deus nenhuma norma que eu não tenha ensinado. A única lei que Cristo ensinou foi a do amor a Deus acima de todas as coisas e a próximo como a si mesmo. Todas as outras são criações da mente para, através da alteração do sentido de vida, gerar as provações do ser durante a sua encarnação.

Para poder se libertar do sentido essencial da vida que a mente cria, saiba que ela não está preocupada em usar o valor espiritual no seu filho, por exemplo, mas sim em torná-lo um ser humano seguidor das normas humanas e com isso alcançar o sucesso material. A mente não está preocupada em ajudá-lo a vivenciar o valor espiritual de um filho, mas sim torná-lo um ser humano com sucesso e desta forma conseguir a fama.
A mente não possui objetivos espirituais: ela só tem valores materiais. Se você conquistou a fama, ela quer que seu filho também a conquiste; se não conquistou, ela quando cria as orientações que você precisa passar a ele, só quer que ele a conquiste. 

Joaquim de Aruanda
 

A Discórdia

Mas, deixe-me aproveitar a sua pergunta e falar de uma coisa interessante: a discórdia. Vocês humanos têm um dito popular muito interessante a este respeito: quando um não quer, dois não brigam. Pois é, se você não receber o que a outra pessoa fala como algo que gere discórdia, jamais viverá isso. 

Nenhum efeito do pensamento acontece por conta do que os outros fazem, mas sim porque há uma afirmação criando a sua realidade. Se você não aceitar o valor de discórdia para o que o outro falar, jamais haverá discórdia. 

Viver assim não é fugir da realidade. Isso porque, na verdade, é o seu pensamento que está discordando daquela pessoa. É ele que está dizendo que não concorda com o ponto de vista da pessoa que é diferente do seu. Porque ele age assim? Porque, movido pelo egoísmo, quer que a outra pessoa aceite os conceitos que ele possui...

Veja bem: a discórdia que o seu pensamento diz existir no que a outra pessoa falou só aconteceu porque o que ela disse foi diferente dos conceitos que existem em você. Ou seja, a ideia de que houve uma discórdia só foi possível por conta do egoísmo que existe em você, da sua subordinação ao sistema humano de vida que diz que existe o certo a ser dito e que este é o que você acha que é. Da parte da outra pessoa não houve discórdia, mas apenas exposição dos conceitos dela. A ideia de ela ter discordado nasceu dentro de você porque defendeu as suas verdades. Se você não defendesse, o que aconteceria? Ela falaria o que quisesse e você não sentiria uma discórdia naquele momento. Sendo assim, quem está discordando de quem? Acho que é você dela e não ela de você, não é mesmo?

A vida é vivida por aquele que quer buscar a elevação espiritual sempre no relacionamento entre ele e o seu pensamento e nunca com as demais coisas do mundo. Quando a outra pessoa falar de uma forma que expresse uma aparente discordância de seus conceitos, ao invés de acreditar nos valores que a mente confere àquela pessoa, trabalhe o seu relacionamento com o que é pensado. Ao invés de acreditar na ideia gerada pelo pensamento que diz que ela está discordando de você, torne-se neutro com relação ao que a mente está falando, ou seja, não aceite o que o outro diz como um ataque às suas ideias. Para fazer isso deixe de ouvir e comece apenas a escutar. 

Escutar é deixar o som penetrar por um ouvido; ouvir é acreditar na análise que a mente faz sobre o que foi dito por outras pessoas. O problema é que você sempre quer agir, ou seja, quer reagir ao que o outro está fazendo. Para aquele que busca a elevação espiritual a única ação que leva a algum lugar é aquela que é realizada no relacionamento com a mente e não com os outros. A única reação que serve como caminho para a reforma íntima é aquela que é executada com relação ao que o pensamento está dizendo. Por isto, este ser humanizado concentra-se apenas em escutar o que é dito pela mente, ao invés de escutar o que o outro diz, e em reagir à propositura mental e não ao que está acontecendo externamente. 

Isto você pode fazer, mas nunca através de um processo racional, ou seja, nunca terá pensamentos que lhe alerte para que ouça apenas o que é dito pela mente. Por quê? Porque a mente é expressão do sistema humano de vida. Por este motivo, ela está presa na busca de um saber, de uma compreensão.
A função da mente é gerar novas verdades, novos conceitos. Por isso, sempre que algum som penetra pelo ouvido ela precisa analisá-lo e gerar conclusões. Estas conclusões transformam-se em novos conceitos que servirão no futuro para análise de novas coisas que serão ouvidas.

Repare numa coisa: quando a mente conceitua uma pessoa, ela sempre usa esta informação para analisar o que esta fará futuramente. Quando é criado o rótulo de discordante para alguém, mesmo que no futuro esta pessoa venha a concordar com você, esta concordância será posta em cheque. Isso porque o rótulo que foi aplicado antes será usado para conceituá-la neste momento. Chamamos a esta utilização de conceitos formados anteriormente de pré-conceito.

Quando você aceita um pré-conceito, a mente arquiva na memória a informação que aceitou isso. Neste momento ela se armou para mais tarde usar o egoísmo através das características do sistema humano de vida (normas, obrigações e necessidades) para acabar com a neutralidade. Se a mente pré conceituou alguém como amigo, por exemplo, elogiará suas atitudes; pré conceituando como discordante, tratará o que ela diz sempre como um ataque aos seus conceitos. Você, que não se lembra da criação da formação do pré-conceito e que acreditou na avaliação daquela pessoa, então, não terá como fugir da ação da mente. Ou seja, viverá o prazer ou a discordância que se seguirá ao que a mente afirmar. 

Portanto, se quer conviver harmonicamente com a sua vida, no momento em que a mente disser que aquela pessoa está discordando de você não acredite nisso. Se o fizer, além de viver este momento em dissonância com a vida, transformará esta afirmação em uma arma que será usada futuramente para ferir a sua harmonia. 

Joaquim de Aruanda

Novas verdades

Participante: tentar apagar tudo o que tem ao invés de inventar novas verdades, conviver com a ideia do nada e do fim das coisas: este é o caminho da paz?

Não. 

Por favor, olhe para frente. Não importa o que esteja vendo, o que está sendo percebido depende da existência de conceitos para existir. Se não os tiver, não terá nada para viver...

A própria ciência humana fala que no mundo externo existem energias que são captadas pelo olho e conduzidas até ao cérebro. Aí nasce a imagem do que está sendo percebido. Como se forma a imagem de uma ou outra coisa? Por causa dos conceitos que existem em sua mente. Se você os apagar não terá como criar imagens de nada...

Mais um aspecto que me leva a dizer que o caminho não é o que você me perguntou. Quem é você? O somatório de tudo que pensa que é. Ou seja, você é o que os seus conceitos dizem que você é. Se não os tiver, você não existirá...

Vocês imaginam que são seres que pensam, mas isso está errado: vocês são o resultado de um pensamento. Vocês só existem porque há um pensamento que afirma isso. Se ele não existisse, vocês não existiriam.
Você não existe como você mesmo, mas é o resultado da ação dos seus conceitos. Sabe porque se considera homem ou mulher? Porque existe um pensamento formado a partir dos conceitos que distinguem um e outro sexo. Se estes conceitos não existissem, você seria assexuado. Portanto, não dá apagar todos os conceitos que existem em sua mente, pois senão seria um nada e o nada não existe.

O processo de reforma íntima não se trata de mudar o que tem nem o de apagar o que existe. Mas, mesmo que quisesse fazer isso não conseguiria, pois o que está na sua mente lhe é dado externamente. Lembra-se que o Espírito da Verdade ensinou que os pensamentos são dados aos seres humanos pelos espíritos fora da carne:

“459 Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos? Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto que, de ordinário, são eles que vos dirigem”. (O Livro dos Espíritos)
Todas as suas ideias são construídas por espíritos fora da carne a mando de Deus para que a provação do espírito aconteça sempre. Isso fica bem claro para nós quando analisamos as respostas do Espírito da Verdade, assim como ficou claro para Kardec:

“Imaginamos erradamente que aos Espíritos só caiba manifestar sua ação por fenômenos extraordinários. Quiséramos que nos viessem auxiliar por meio de milagres e os figuramos sempre armados de uma varinha mágica. Por não ser assim é que oculta nos parece a intervenção que têm nas coisas deste mundo e muito natural o que se excuta com o concurso deles”.

“Assim é que, provocando, por exemplo, o encontro de duas pessoas, que suporão encontrar-se por acaso; inspirando a alguém a ideia de passar por determinado lugar; chamando-lhe a atenção para certo ponto, se disso resulta o que tenham em vista, eles obram de tal maneira que o homem crente de que obedece a um impulso próprio, conserva sempre o seu livre arbítrio”. (O Livro dos Espíritos, comentário de Kardec à pergunta 525a)

É por isso que você não pode deixar de conviver com os conceitos que convive: o máximo que pode fazer é ao recebê-los tornar sem valor o que é dito por eles. A única interferência que tem com relação aos seus pensamentos é no seu relacionamento com o pensamento. Pode relacionar-se com ele achando que está certo, que é justo, que é elevado, neste caso usou o seu egoísmo para defender a sua materialidade, ou relacionar-se sem conviver com os valores que ele expõe, neste caso priorizou a sua espiritualidade.
Este é o processo de harmonização que faz o ser viver a felicidade que Deus tem prometido. Isso porque a harmonização necessária não é aquela que é realizada com as outras pessoas, com as coisas que acontecem ou com os objetos, mas sim com o seu pensamento. É estar na neutralidade com relação ao que o pensamento está expressando. Quem se harmoniza não é aquele que compactua ou luta contra o pensamento, mas sim aquele que alcança a neutralidade, não importando o que o pensamento fala.
Esta neutralidade se consiste em reagir ao que é pensado da forma que já falamos: pode ser, pode não ser. Não importa o que esteja estampado no pensamento, ao invés de querer modificá-lo ou negá-lo, apenas diga: ‘não sei se é isso que o pensamento está dizendo’...

Portanto, esqueça a questão de apagar seus conceitos, de mudá-los, de torná-los mais espiritualizados: concentre-se apenas em manter-se neutro com relação ao que ele afirma. Todas as ações suas com relação a negar, apagar ou compactuar com o que é dito é ação do seu egoísmo defendendo seus interesses ou criando novos subsistemas humanos, para poder defendê-los posteriormente. Saiba de uma coisa: não importa o teor do pensamento: ele sempre está subordinado a um sistema humano de vida. 

Não se preocupe com a sua vida, com os acontecimentos, objetos e pessoas com o qual convive: concentre-se nos seus pensamentos. Aliás, se a sua vida é o que você pensa que é, quando se concentra neles, está concentrado na vida. Se todos os mestres ensinaram que você precisa se harmonizar com as coisas (pessoas, objetos e acontecimentos) da sua vida e se elas são aquilo que você pensa, o seu trabalho, portanto, deve ser voltado ao pensamento que cria o que você precisa se relacionar. Esta harmonia se consiste em não vibrar dentro do que o pensamento contém.

Já que estamos abordando o trabalho como deve ser realizado, deixe-me comentar uma coisa. Reparem que eu ainda não falei em agir: falar, praticar uma determinada atividade, responder ao acontecimento com esta ou aquela ação. Se, como disse o Espírito da Verdade, suas ações são comandas externamente, o trabalho de reforma íntima não pode passar por padronização de ações, não pode incluir o agir desta ou daquela forma. É por isso que não toquei na questão de agir desta ou daquela forma.

Dentro da vivência dos acontecimentos do mundo, por exemplo, pode o seu pensamento criar a ideia de que existe uma sujeira e você, como buscador da elevação espiritual, agir para neutralizar-se com relação a esta propositura. Mesmo fazendo isso, se o outro ser humanizado com o qual está se relacionando precisar para a sua provação que você discuta com ele verbalmente esta questão, você verbalizará a sua discordância. A intensidade com o qual fará isso (serenamente ou gritando) também não depende de você, mas do que o outro precisa como prova.

Vocês não comandam o que fazem para os outros. Lembram-se dos objetivos da encarnação?
“Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus”. (O Livro dos Espíritos, pergunta 132)

Vocês não podem deixar de fazer o que o outro precisa. Por isso, mesmo que aja fisicamente de uma forma que não expresse a sua neutralidade com o seu pensamento, não se preocupe: o que fez é aquilo que o outro precisava como instrumento da sua provação. Sendo assim, agir daquela forma é sua parte na obra da criação e, por isso, esta ação jamais deixará de acontecer, mesmo que tenha conseguido neutralizar aquilo que o pensamento expôs.

Além do mais, na hora que viu a sujeira houve um presente onde teria que haver o trabalho que foi realizado; na hora que falar, haverá um novo presente. Depois haverá um novo, quando a mente lhe cobrará que você respondeu àquela ação de forma diferente do que seria esperado. Este é outro presente onde se harmonizar: ‘respondi, e daí?’. A cada momento da sua vida deve buscar neutralizar os efeitos do pensamento dentro de si.

Portanto, o trabalho da harmonização necessária para a elevação espiritual só pode ser realizado existindo conceitos e por isso não há a solução de apagá-los e modificá-los. Este trabalho deve ser feito a cada presente que se vive, a cada pensamento que surge, independente da forma como se age fisicamente. E não deve se esperar que ele vá trazer determinados resultados, ou seja, vá fazer com que haja desta ou daquela forma.

Joaquim de Aruanda

EUTANÁSIA

Participante: o Espiritismo condena a eutanásia, por entender que não temos o direito de interromper uma vida, seja em que circunstância for. No entanto, com o avanço da tecnologia na medicina, temos hoje situações em que os médicos afirmam categoricamente que o paciente não tem mais condições de sobreviver sem as máquinas, até porque sua atividade sua cerebral está completamente zerada. Ou seja, esse paciente estaria tecnicamente morto, tendo sua atividade metabólica sustentada apenas por aparelhos.Pergunto, então, como podemos decidir, sem problemas de consciência, qual o momento certo para autorizar o desligamento dos aparelhos? Como saber com certeza que não estamos interrompendo uma prova ou uma expiação?Se optamos por não desligar em condição alguma, como ter certeza de que não estaríamos ocupando o lugar de alguém que precisa mais daquele leito do que uma pessoa que já está tecnicamente morta?Levando em consideração que diversas narrativas de EQM (experiência de quase morte) demonstram claramente que um espírito tecnicamente desencarnado pode retornar ao seu corpo e retomar sua vida física, gostaria de saber em que ponto estaríamos realmente cometendo eutanásia.

A pergunta em pauta inicia-se com uma afirmação: “O Espiritismo condena…” O espiritismo como ciência, filosofia e religião baseada nos ensinamentos do Mestre Jesus Cristo não poderia “condenar” qualquer atitude, pois não foi este o ensinamento deixado por nosso Irmão Maior.

Os praticantes do espiritismo podem, por sua livre interpretação, condenarem atitudes, mas que não utilizem os ensinamentos maiores como tábuas de lei para avocar o direito de se colocarem na posição de juízes das atitudes alheias.

Todos os ensinamentos que compõem a doutrina espírita foram trazidos ao planeta Terra como auxiliares no desenvolvimento da fé ensinada por Jesus Cristo e, por este motivo, não podem feri-la. Se o Mestre não acusou aquela que quebrou a lei na célebre passagem do “atirar a primeira pedra”, o espiritismo como intérprete destes ensinamentos, também não poderia ser o primeiro a atirar a pedra.

Na verdade, esta informação como base doutrinária nada mais é do que a “visão” de alguns participantes que se julgam mais realistas do que a própria verdade e procuram, em nome de falsos louvores a Deus, exercer uma patrulha ideológica a atitudes, o que o próprio espiritismo veio para combater. Como filosofia e ciência, o espiritismo veio trazer informações técnicas para melhor explicar os ensinamentos de Jesus Cristo e não se contrapor a eles.

Ao afirmar que o Espiritismo condena a eutanásia, os espíritas fogem do próprio texto da Codificação Espírita.

853 a – Assim, qualquer que seja o perigo que nos ameace, não morreremos se a hora não é chegada? Não, tu não perecerás, e disso tens milhares de exemplos. Mas, quando é chegada a tua hora de partir, nada pode subtrair-te dela. Deus sabe, antecipadamente, de qual gênero de morte partirás daqui e, frequentemente, teu Espírito o sabe também, porque isso lhe é revelado quando faz a escolha de tal ou tal existência.

Se a obra que fundamenta toda a ciência, filosofia e religião espírita afirma que o espírito na carne sempre desencarnará na hora prevista e de uma forma pré-determinada, jamais poderá o homem alterar esta programação.

O simples fato de serem desligados os aparelhos que mantém a vida em situação artificial ou ainda “antecipar” o fim para minorar o sofrimento, não pode ser considerada uma fatalidade, mas nada mais do que o cumprimento dos planos traçados por Deus para aquele espírito. Como ensinado na resposta em epígrafe, não será o ato que determinará o fim da encarnação porque o ser humano jamais “morrerá antes da hora”, “e disso tens milhares de exemplos”.

Aquele que conseguir desencarnar por ato alheio (eutanásia) estará apenas cumprindo os desígnios do Pai para aquela encarnação. Portanto, respondendo ao resto da pergunta, aquele que estiver na situação da decisão de desligar ou não os aparelhos, não deve se preocupar se o que está fazendo é “certo” ou “errado”.

Para que o desígnio de Deus seja cumprido, terá o Pai que determinar o ato ou não. Esta comunicação de Deus com os espíritos se dá através da “intuição”, como também foi trazido à luz pelo próprio Espiritismo que a rejeita (pergunta 525 e comentários) como direcionamento para os atos. Na prática, esta intuição se sente através dos sentimentos.

Portanto, respondendo à pergunta formulada, digo àqueles que estão vivenciando um caso onde devem tomar a decisão de desligar ou não aparelhos que mantenham a “vida” de um ser humano, que tomem esta decisão baseando-se no seu “coração”. Posteriormente, não se preocupem com o ato tomado, pois o aparelho só será desligado ou não, a morte só virá ou não, como consequência de uma programação anterior de Deus e nunca do ato praticado pelo homem.

Para aqueles que não se encontram neste dilema, mas que tomam conhecimento de fatos desta natureza, meu conselho é de que aprendam as verdades do universo e sigam os ensinamentos do Mestre e não sejam os primeiros a atirar a pedra.

Pai Joaquim

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Todas as conclusões racionais que a mente cria são ilusões.

Todas as conclusões racionais que a mente cria são ilusões. Não importa se as suas criações premiam o certo ou o bom. Mesmo que a ilusória realidade que ela crie seja aparentemente um despertar, na verdade ainda é um sonho no qual está embutida a ideia de ter feito, ter sido ou ter estado da forma e no lugar que ela mesma lhe diz que é o certo. Ou seja, ela não se prende realmente aos valores, mas brinca com eles para sempre lhe manter sonhando.
Portanto, não importa o que a mente diga: não acredite que ela é você. Quando ela diz que existe um Joaquim e que você o conhece, não acredite nisso. Não acredite que o ensinamento foi ouvido por você, não acredite que você mudou a sua vida. Aliás, não acredite nem que você exista, pois aquele que você acredita que é trata-se de uma criação ilusória da mente que recebe a força de existir só porque ela cria a imagem no espelho.

Joaquim de Aruanda

Nada do que lhe é consciente pela razão é feito por você

Nada do que lhe é consciente pela razão é feito por você: tudo é só obra da mente. É ela que cria o que é ouvido, é ela que cria a conclusão, é ela que fará ou não. Toda realidade que lhe chega a mente através da razão não tem nada a ver com a sua realidade, mas sim acontecimentos gerados pela mente que falam de uma participação sua neles e que por causa da força de realidade que é impingido a este sonho você acredita que fez.

Joaquim de Aruanda

Tudo que a mente cria é apenas um sonho

Tudo que a mente cria é apenas um sonho que recebe uma força que lhe dá a convicção que seja realidade. Tudo... Se você acredita que compreendeu tudo o que disse aqui, esta compreensão não foi sua, mas sim da mente. A crença de que foi você que entendeu e não a mente é que lhe faz prender-se ao sonho de que realizará o que foi dito. Portanto, você não compreendeu, a mente criou uma compreensão, e não vai ser você que vai pôr em prática ou não, será a mente. A você cabe duvidar de tudo isso para poder fazer alguma coisa. 
 
Joaquim de Aruanda