quarta-feira, 6 de maio de 2015

Quem lhe curou foi a sua fé…

Participante: Sobre minhas mãos Deus muitas vezes age e auxilia nos processos curativos. Às vezes já me procuraram e eu nem conhecia a doença. Fui no mato, colhi algumas ervas e mandei preparar desta ou daquela forma. Tempos depois recebi informações de que aquela pessoa estava curada. Isso é lícito? Há contrariedade nas leis de Deus fazer isso? Perante as leis humanas fico no exercício ilegal da medicina e posso ser preso…
Vamos por parte…

Você diz: sobre minhas mãos Deus muitas vezes age e auxilia nos processos curativos. Isso não é bem assim…


Tem uma passagem na Bíblia que conta a seguinte história. Jesus estava caminhando e uma mulher, que há anos tinha uma hemorragia, toca na capa dele e com isso se cura. Cristo diz então: alguém tocou na minha capa. A mulher responde: fui eu e com isso me curei… Cristo então ensina: quem lhe curou foi a sua fé…
Aplicando a mesma lógica ao seu caso, posso lhe dizer que não foi a sua mão que curou ou que Deus agiu através dela para realizar a cura. Ele agiu diretamente sobre aquela pessoa porque ela teve um merecimento: a fé.


Além disso, Ele lhe deu a ilusão de que foi você quem fez, como prova. Servir de instrumento de cura é uma provação para ver se o ser universal fica orgulhoso com o que fez – não estou dizendo que você fique – ou se diz: Deus faz e se isso é real nada há meu aqui…


Este é o primeiro ponto na sua pergunta. Segundo tema que você coloca: isso é lícito na lei de Deus? Claro, porque Ele está fazendo e Ele não quebra suas próprias leis…


Terceiro ponto: você afirma que pela lei dos homens está ilegal e preocupa-se com isso… O homem que se dane: se entregue a Deus e cumpra o seu papel carmático com amor…
Ah, mas aí eu posso ser acusada, você afirmaria… Mas, você acha mesmo que se está servindo de instrumento a Deus e não merecer ou precisar passar por aquilo receberá este ato? Claro que não… Deus ama…


Mas, se merecer ou precisar passar por uma situação desta? Sinto lhe informar que nada mudará este destino… Não há nada neste mundo que possa fazer você deixar de passar.


Então, se só passará se estiver prescrito passar e não pode alterar este destino, simplesmente diga: Senhor, fazei de mim instrumento de vossa vontade. Se entregue a Deus e O veja Deus agindo na criação da cura e lhe dando, ao mesmo tempo, a provação para ver se você continua amando a Ele ou começa a se achar a melhor.
Com relação às leis dos homens, não se preocupe, pois a ela é regida pelo Juiz Supremo do Universo, Deus…

Pai Joaquim

Como posso ser feliz sentindo raiva?

Realmente para o ser humanizado fazer isso é algo utópico, pois ele se identifica tanto com as consciências criadas pela mente que não consegue se imaginar vivendo outra coisa senão aquilo que a personalidade humana cria. Estes, no entanto, são aqueles que não são emocionalmente inteligentes. Eles se entregam sem luta a tudo o que a mente cria.

Já os que buscam a reforma íntima tornam-se emocionalmente inteligentes e por conta dela sabem que a emoção que imaginam estar sentindo é só uma razão criada através de um pensamento e que por isso é algo da mente e não o que ele está sentindo. Por conta da sua inteligência emocional, eles sabem que toda dor e sofrimento que vivem é apenas uma criação mental gerada por um pensamento e não o que eles estão sentindo. A partir desta consciência encontram, então, o verdadeiro caminho para a reforma íntima: mudar o seu relacionamento com o pensamento.

A reforma íntima que leva o ser a aproveitar a sua encarnação como instrumento de sua elevação não se consiste em mudar o conteúdo do pensamento. Até porque, comumente os pensamentos que se tornam conscientes são na maioria das vezes dado por seres que não estão encarnados. São ideias que surgem na mente aparentemente do nada. Por conta do apego que o ser encarnado tem à mente, não consegue distinguir o que é ideia dele e a que lhe é sugerida como provação. Desta forma, muitas vezes a simples troca de um conteúdo de um pensamento pode ser realizada pelos seres extracorpóreos e aquele que está encarnado pode pensar que ele realizou alguma coisa.

Reformar-se é mudar a forma de relacionar-se com os pensamentos que lhe são dados. É deixar de acreditar que é você quem está pensando. É deixar de crer que é você quem está vivendo aquela situação, que é você que gosta ou desgosta de tal coisa.

Sendo assim, posso afirmar que ser feliz não é deixar de ter o pensamento que lhe diz que você está sentindo determinada emoção, mas manter-se neutro seja ao júbilo ou ao sofrimento que está embutido nele. A felicidade que Deus tem prometido é, dentro da percepção humana, a vivência das emoções que a mente cria sem deixar-se levar por elas. É o estado de neutralidade que você alcança quando a mente lhe diz para sentir-se jubiloso ou pesaroso.

Pai Joaquim

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Deixar de sofrer

Participante: com tudo o que o senhor falou hoje, podemos, então, deixar de sofrer…
Querer deixar de viver sofrimentos criados pela mente humana é impossível. Mesmo que você monte uma lógica bem racional a partir de tudo o que falei, seria impossível que não sofresse, pois se isso acontecesse o destino para o qual se voluntariou seria alterado.

O que pode acontecer com o conhecimento de tudo o que falamos aqui em mente é sofrer com menos intensidade e por menos tempo. A mente criará a ideia de que a vivência de determinado acontecimento precisa acontecer com sofrimento e lhe dá automaticamente este estado de espírito. Você, de posse das razões que elencamos aqui (tudo está escrito, você se voluntariou para passar por aquilo, que o momento não é um ataque, mas sim uma oportunidade de evolução e não existem culpados da situação) pode, então, minimizar este sofrimento que a mente cria.


Se você for assaltado, por exemplo, sua mente ainda vai criar uma sensação amarga de revolta para viver esta situação. Colocando em prática as razões que elencamos nesta conversa, a revolta ainda existirá, mas ela não será tão amarga e nem durará tanto tempo quanto duraria se não tivesse essas razões dentro de si.
Eu seria hipócrita se dissesse que você pode deixar de sofrer completamente nesta vida, pois sei que todas as sensações que terá estão pré-marcadas e não podem ser alteradas. Sei que existem muitas doutrinas no planeta que afirmam que você pode extinguir o sofrimento, mas isso não é real. Alguns dizem, por exemplo, que Buda veio ensinar como acabar com o sofrimento. Isso é um absurdo. Na verdade ele veio lhe ensinar como sofrer.


Qual a forma de sofrer que Buda ensina? Quando o sofrimento acontecer, ou seja, quando a mente o criar, receba-o com carinho. Abrace-o, afague-o, converse com ele e depois o libere. O problema é que vocês, possuidores por natureza, se agarram ao sofrimento que a mente cria e ficam vivenciando-o por muito tempo até o momento que ele se afasta de você.


É dentro deste ensinamento que estou lhe respondendo agora. Daqui para frente quando o sofrimento viver receba-o com carinho, mas não o alimente. Ao invés de se apegar ao lamento por ter sido roubado, reaja com tudo o que aprendeu hoje: esta é uma oportunidade da minha existência à qual eu me voluntariei porque sei que é necessária para a minha elevação espiritual.


O pesar de ter sido roubado ainda existe, mas ele não dói tanto quando se aplica o que ouviu aqui hoje. Sem essas razões que conversamos você ficaria muito mais tempo preso ao lamento de ter sido roubado.

Pai Joaquim

Como viver mais tranquilamente

Participante: do jeito que o senhor falou a vida fica mais fácil…
Sim, realmente fica. E esta compreensão que você teve agora lhe sugere que por isso certamente colocará em prática o que aprendeu aqui. Engana-se: terá que lutar arduamente para conseguir vivenciar isso…
Apesar de todo ser humano dizer que quer acabar com o sofrimento, isso não é real, não faz parte das intenções da mente. Por quê? Porque existe no mundo humano a máxima que afirma que o sofrer leva à elevação espiritual. Isso não é real.


O sofrer em si não leva a lugar nenhum. O que pode lhe fazer elevar-se não é o sofrer, mas ter um sofrimento e vivê-lo de uma forma não sofredora. Para isso é preciso a prática que falamos agora pouco.
O ser humano, principalmente aquele que se diz espírita ou espiritualista acha que precisa sofrer para elevar-se. Sendo assim, o ato de sofrer também vira bom. Por apegar-se ao bom, acha, então, que é preciso sofrer. Mas, como vimos, isso não é verdade. Portanto, para poder se ser feliz é preciso despossuir completamente o bom que você vive.


Não possuir nada deste mundo é a única forma de se libertar do bom. Aliás, Cristo falou deste despossuir completo quando nos ensinou que é mais difícil um rico entrar no céu do que um camelo passar pelo buraco da agulha.


Neste ensinamento Cristo não estava falando da agulha de cozer, mas sim de algo da sua época. Agulha era um portão pequeno que se fazia nas muralhas de uma cidade. Ele servia para a entrada de camelos durante a noite, já que os moradores tinham medo de abrir o portão maior e assim permitir que inimigos os atacassem.
Acontece que o camelo para passar neste buraco tinha que ser despojado de toda a sua carga e atravessá-lo de joelhos. Será que o rico é capaz de se despojar de todos os seus bens materiais e submeter-se à vontade de Deus? Difícil, não… Por achar que viver o bom é certo, ele dificilmente abre mão do que imagina ter conquistado…


Assim também acontece com vocês que são ricos em cultura, ou seja, que imaginam que verdades ditas pela mente são certas. Só quando vocês abrirem mão de tudo que consideram bom poderão passar pelo buraco da agulha e adentrar a cidade de Deus.

Pai Joaquim

Maldade não existe

Maldade não existe. A agressividade é uma defesa violenta do individualismo.

Participante: Por parte do ego?

Na verdade não é do ego, porque é você que se individualiza quando acredita nas realidades criadas pelo ego. O ego é simplesmente a verdade; é você que por defender o ego se torna individualista.

Portanto, não é o ego que é individualista, mas você que acha que é o ego e quer defendê-lo dos outros. É você que parte do princípio que o ego está sempre certo enquanto que aquele que se liberta do ego parte do princípio que não sabe nada, mesmo que a personalidade saiba. O ser universal parte sempre da ideia que não sabe nada, pois tem consciência que se acreditar em algo terá formado uma verdade relativa.


Na verdade, o individualismo nasce quando o espírito se apega àquilo que está na mente da personalidade transitória como verdadeiro…


Sendo isso verdade, o ego não é individualista: ele é o diabo. Ele propõe as verdades e você cede à esta tentação utilizando o seu individualismo.


Voltando, então, ao tema que estávamos falando, volto a afirmar que a agressividade é a defesa violenta das verdades do ego. Ou seja, uma exacerbação do individualismo.


Para podermos bem compreender esta vida temos que desmistificar algumas idéias. Uma delas é a agressão. Saiba que ninguém agride ninguém; todos se defendem dos outros. Aquilo que vocês chamam de agressão nada mais é do que a defesa ao seu individual, ao seu eu material, ao seu ego.


Para poder ver isso mais claramente pergunto: alguém agride quem concorda com ela? Não, toda agressão surge depois de uma discordância, ou seja, surge depois que uma verdade ou padrão de comportamento é contestado. Viu como é defesa?


Então, na verdade ninguém lhe ataca: está se defendendo de você… Na verdade foi você que a atacou antes contrariando alguma verdade ou padrão de comportamento dela.


Portanto, quando alguém vier lhe atacar, não fique ofendido: deixe-o defender-se de você…
Mas, como aceitar ser agredido: oferecendo a outra face… O ensinamento de Cristo. Se alguém lhe agride, ofereça a outra face. Não tente se defender: doe a ela a razão…
‘Você acha que eu não presto? Então está certo, eu não presto…’
Participante: Só isso?


Não, tem que fazer tudo isso… Sim, o que estou falando é muito mais complicado do que você imagina. Fácil é reagir dentro das normas do planeta, ou seja, você ataca todo mundo que lhe ataca. É fácil porque a humanidade irá lhe valorizar por ter se defendido. Agora, aquele que oferece a outra face, que perde sem luta, que não reage a uma agressão é chamado de bobo… Como o julgamento da humanidade é importante para você, é muito mais difícil doar a razão…


Participante: Realmente querer corrigir o outro não é certo…
Pior do que querer corrigir é achar que sabe a verdade para corrigir o próximo. É pior porque ninguém corrige outra pessoa se não achar que está com a verdade e que o outro está errado.
Portanto, quem quer corrigir o outro tem soberba, julgamento, acusação, crítica e outras coisas que são expressões do individualismo.


Enfim, se alguém lhe chama de errado, não queira provar que está certo. Se alguém, então disser que deve se mudar, responda: ‘deixa eu fazer errado…’

Pai Joaquim

Não existem crianças

Participante: Os meus amigos e minhas amigas me perguntam sobre o caso da menina inglesa que foi sequestrada em Portugal. Respondo a eles que acho que nenhum português seria capaz de fazer mal a uma criança. Somos como vós brasileiros: um povo demasiado humano para fazer uma atrocidade com crianças. Isso é o que respondo invariavelmente. Mas, não sei… Estou muito preocupada e com uma pena imensa da menina…
Tudo o que você falou é o que pensa e o que acha sobre o assunto. Portanto, a sua opinião que, justamente por isso, ninguém pode criticar ou combater.

Mas, eu queria lembrar que não existem crianças… O corpo é de uma criança, mas o espírito é velho.
Apesar de o corpo parecer infantil e por isso angelical, na verdade, o espírito que a ele está ligado a ele é velho e, portanto, em processo de evolução. Trata-se de um ser universal cheio de falhas que está buscando retornar à consciência de sua pureza. Por isso precisa passar por provas, muitas delas abominadas pelos demais seres humanizados.

Então, não se pode falar em criança, pois não existe este elemento no Universo. Também não se pode dizer que é diferente se cometer um ato, que vocês chamam de atrocidades, num adulto ou numa criança, porque não existem diferenças entre eles.

Vocês até aceitam que se faça determinadas coisas com adultos, mas não aceitam que o mesmo seja feito contra uma criança porque imaginam que este ser é puro. Mas ele não é: passa a idéia de ser… Ele é um espírito velho…

Saiba de uma coisa: não há mais espíritos novos nascendo no planeta Terra. Por aqui só vêm à vida espíritos que estão adiantados na sua luta espiritual.

Mas, mesmo que houvesse espíritos novos encarnando na Terra, se a cada criança que nascesse tivesse a necessidade de que um espírito virgem (que nunca tenha vivido outras vidas e, com isso não tenha “pecado”) habitasse aquele corpo, não haveria reencarnação.

Por definição, a reencarnação é o renascimento de um espírito velho, ou seja, voltar à vida carnal num corpo de bebê, que um dia será uma criança e depois um adulto. Se nos basearmos na pureza das crianças, teríamos que admitir que apenas espíritos novos nascem como tais e que espíritos velhos reencarnando renasceriam já como adultos, mas não é assim que a coisa acontece.

Portanto, não existem crianças…

Pai Joaquim

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Sobre Hitler

Participante: todos os personagens que participaram da vida humana já estavam previstos, inclusive aqueles que representaram momentos negativos da nossa história, como Hitler, por exemplo?
Sempre que falo da premeditação de acontecimentos o exemplo Hitler vêm à tona. Sim, ele estava previsto e a sua existência faz parte de todo o processo evolucionário dos espíritos. Para poder se compreender bem esta informação é preciso que analisemos os acontecimentos da história da Terra pelo lado espiritual.

Cada acontecimento é apenas uma representação. Quando ele acontece um ser está ligado àquele personagem e vivencia este momento preso a uma intencionalidade. Esta diz respeito ao bem e o bom. Esta vivência é o que conta no sentido da elevação espiritual. Não importa o que se esteja sendo vivido, o que vale como elemento espiritual na ação é a prisão a uma intencionalidade ligada ao bem ou ao mal.


Hitler, como qualquer outro personagem da história do planeta, não executou ações livremente. Tudo o que ele fez foi produzido observando-se a interdependência e a necessidade de expiação dos seres que ao encarnar se relacionaram com ele. Suas ações, portanto, não têm qualquer criação de realidade, mas são vivências de um personagem que serve a outros como instrumentos de suas provações. Mas, isso não é prioridade de elementos considerados como maus pelos seres humanizados: está também relacionado aos que são classificados como bons.


A história do planeta é formada por personagens que aparentemente geram ações que são consideradas positivas ou negativas. Isso não importa: a vivência da ideia que eles são bons ou maus é prender-se ao bom e não ao bem. Quem idolatra, por exemplo, um Gandhi, um Sai Baba ou um São Francisco de Assis acaba idolatrando o bezerro de ouro como os israelitas que Moisés encontrou quando desceu do monte Sinai.
Mas, voltando a Hitler e aos personagens que representam o mal que são elementos que mais dificilmente vocês aceitam como criação de Deus, pergunto: o que eles fizeram? Atacaram o bom humano. Mas, será que eles foram contra o bem? Vejamos…


Hitler é considerado como elemento do mal porque provocou uma guerra mundial que levou a termo a existência de milhares de pessoas e por causa do genocídio que cometeu contra o povo judeu. Mas, o que impele o homem à guerra?


“Predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e transbordamento das paixões”. (Pergunta 742).
O que impele o espírito encarnado à guerra é o seu lado animal, ou seja, a sua humanidade. Mantendo-se apegado à sua natureza espiritual, o bem, suas paixões não transbordariam e a guerra poderia ser evitada.
“743. Da face da Terra, algum dia, a guerra desaparecerá? Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus. Nessa época, todos os povos serão irmãos”.


Agora, será que Hitler foi o primeiro a criar uma guerra? Claro que não… Muito antes dele a guerra já existia e muitos foram os líderes que levaram seus exércitos a causar uma mortalidade grande. Ele apenas é o exemplo mais moderno que vocês têm e por isso é o alvo principal daqueles que falam dos maus.


Mesmo alcançando esta visão, vocês ainda continuariam acusando Hitler de mal por causa do genocídio sistemático do povo judeu que foi feito por ordem dele. Desculpe, mas também não foi ele que criou isto. O genocídio já foi praticado outras vezes no planeta e liderado por alguém que vocês não chamam de mal.
O que aconteceu aos povos que habitavam a Judéia antes dos israelitas? Foram sistematicamente exterminados. Quem ordenou estes ataques e os comandou? Deus. Será que vocês consideram Deus um personagem do mal na história do planeta? Acho que não…


Agora, porque Hitler e todos os outros elementos do mal geraram acontecimentos que levaram a cabo o fim da existência carnal de muitos espíritos? Para haver um transbordamento das paixões. A guerra e os genocídios são sempre vividos com um patriotismo exaltado. Mas, será que os espíritos comungam deste sentimento?
“Para os Espíritos elevados, a pátria é o Universo”. (Pergunta 317)


Aí está a prova do espírito. A mente humana gera o patriotismo exaltado e o espírito, então, deve julgar se aquilo é importante para a sua existência eterna ou se apenas prende-se à sua natureza humana.
É isso que está no fundo de todas as guerras. Aqueles que se aprisionam no bom, ou seja, na paixão patriota gerada pela personalidade humana a qual está ligado durante a encarnação, vivencia os acontecimentos de sua vida de uma forma, os que não se apegam a isso vivenciam de outra forma.


Como já dissemos antes, o dogma da reencarnação se sustenta pela justiça de Deus, ou seja, pelas oportunidades constantes que o Senhor dá àqueles que falham. Sendo assim, quando alguém em uma vida aprisionou-se a paixão que leva à guerra, necessário se faz que ele tenha outra vivência para poder elevar-se.
Sabe quem morreu nas câmaras de gás? Personagens que eram vividos por judeus que exterminaram os povos da Judéia e que viveram estas situações presos à paixão por sua raça. Foram espíritos que viveram encarnações ligadas a personagens que ocupavam o cargo de senhor de escravos ou capitães de mato durante a escravidão e fizeram isso apegados à paixão exaltada que a mente de então criou. Foram personagens que viveram outras guerras e quando isso aconteceu estavam apegados ao bom que serviu como motivação para elas.


Durante a guerra e o genocídio gerado aparentemente pela ação do personagem Hitler outros personagens viveram aqueles acontecimentos com a mesma opção. Para os que se apegaram à paixão que motivava aquelas ações houve depois outras oportunidades de fazer seu trabalho de reforma íntima: as guerras posteriores, as ações terroristas, etc.


É assim a história do planeta. Sempre há personagens que aparentemente criam situações onde paixões humanas transbordam e que trazem o bom e o mal humano para que o espírito encarnado tenha a possibilidade de não apegar-se a isso. Quando isso acontece, ele está ligado ao bem.

Pai Joaquim